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    “Always speak the truth, think before you speak, and write it down afterwards.”
    — Lewis Carroll
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"E da próxima vez que a gente se encontrar, vou pedir para o relógio do mundo dar uma paradinha, só pra esticar esse tempo de abraço que fez meu coração pulsar de um jeito que jamais nenhum outro fará."
- Caio Fernando (via mmfernanda)
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Ainda não me curei dessa doença de achar que nós dois somos pra sempre, apesar de tudo. E sigo achando que te amo com tudo isso que você é e com todo o resto que eu ainda não descobri; também te odeio, te desejo, te quero em outro planeta - desde que longe de mim. Eu sei que já dei muitos pontos finais nisso, e quem diria, eles acabaram se tornando reticências. A saga continua todos os dias e termina todas as noites. Linhas e mais linhas se acrescentam, pois meus dedos tem uma vontade incontida de se declarar, é automático, vicioso, é anormal e só pra ti.Nada me livra dessa libertinagem que é te amar, nada me rouba desse sentimento que nem sei o que é, isso se for alguma coisa. Ou talvez, eu precise tanto de amor que me prendo ao velho, só pra não ficar sem, com o peito abanando. Desperdício, ilusão, também, mas eu estou tão incerta, que negar qualquer hipótese pode ser absurdo. Mesmo que eu não me entregue por inteira a nenhuma tentativa; mesmo que eu não use todas as armas, exponha todas as cartas, eu tento. E sabe quando você chuta o balde e a única coisa que acontece é a dor no seu pé? Foi isso que me aconteceu. Tentar te manter longe só te manteve mais perto, o esforço valeu pela presença, a fuga escancarou a sua ausência. E quando minhas outras dores começam a latejar, surge você e a dor que você causou consegue ser mais forte, tudo porque, um dia, você já foi a cura. Sou covarde, e fujo de todos os caras que querem me roubar de você; não importa com quantas você saia e com quantas esqueça da minha existência, eu não quero te deixar. Sou covarde pra fazer parte do teu passado e te ver como uma cicatriz, o cara que eu nunca esqueci, mas que me fez aprender coisas, superar outras. Tenho medo de você realmente me esquecer e de eu não pensar em você por uns dias; medo da nossa música não me tocar mais, medo de não sentir sua falta. A alegria que me resta, é de saber que de algum modo, ainda hoje, te marquei. Que em algum momento, eu fui importante e especial, que foi amor; isso anestesia um pouco. Me dá pavor pensar em começar alguma história sem você, então eu pego a folha em branco, aponto o lápis e só consigo escrever teu nome, tamanha vontade de te ver lá na frente, de qualquer jeito. E me conformo, depois não aceito, porque eu nunca fui desse tipo acomodado, que não reclama e nem protesta. Já que nunca aceitei a vida como ela é, considerando-a uma tela inacabada, que precisa de ajustes, pinceladas. Não me desce a ideia de aceitar as coisas como elas são; não aceito inércia, não aceito e também não me acomodo. Eu não sou daquelas que vive bem só com o coração batendo, sem loucuras repentinas, um pensamento bobo, um amor que trucida as veias. Tentei seguir o tempo, já que esse não para, mas estagnei. Você parou em mim e eu sou fraca por não conseguir nenhuma mudança, deixando isso bruto, sem lapidar, sem buscar resultados melhores. Parei de mover as cartas, desisti de fazer diferente. Eu cansei, já que nada saia do jeito como eu queria, passei a não querer mais nada. Parei de me importar, porque quem se importa, faz algo, e não apenas diz se importar, como põe ação na história e desenvolve com seus atos. E eu não fiz isso. Comprei passagens pra fugir e nunca fiquei longe dos seus olhos, jamais decolei. Me segurei nessa muleta, e depois de atirar nos meus pés, impedi a mim mesma de fugir. Trapaceei com a minha liberdade, e me fiz de sua, como se ainda fosse. Fiz malas que seguem intocadas, não cortei o cordão umbilical, nem a corda pra içar meu barco. Te deixar de vez é a minha missão impossível. Você é daquele tipo de pessoa que em mim é capaz de deixar rupturas que linha nenhuma costura, deixa  marcas que não saem por mais que se esfregue. Ainda vou ser obrigada a te tirar de mim a fórceps, e vai ficar tudo bem eu acho. Só entro em pânico ao pensar que a vida vai realmente seguir, pra ambos, e que você vai me esquecer e eu vou parar de lembrar de ti. É impossível isso não doer. Mas espera, não se assuste que eu já provei: sou moça forte, do coração valente, com lágrimas puras e um sorriso, o sobrevivente. E pode deixar que eu sei: é só um machucado no joelho, e não uma perna quebrada. Eu ainda posso continuar. O pior problema, deve ser que eu te amo, e não importa o idioma, ou a intensidade, vai ser sempre amor, mesmo que mude.Ideologia Poética 

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earth-oddity:

Bob Dylan | Like A Rolling Stone
Highway 61 Revisited, 1965

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